
No dia a dia do RH e do SESMT, identificar perigos é apenas o começo. O verdadeiro desafio está em decidir o que resolver primeiro. Sem uma priorização clara, a equipe perde tempo com problemas menores enquanto riscos críticos permanecem ativos.
Aqui está o passo a passo para dominar a matriz de riscos e garantir conformidade com a NR-1.
1. Entenda a anatomia da Matriz de Riscos
A matriz de riscos do PGR é uma ferramenta bidimensional que cruza duas variáveis fundamentais:
- Severidade (Gravidade): Qual o tamanho do dano? Vai de um pequeno ferimento a uma fatalidade ou incapacidade permanente.
- Probabilidade (Frequência): Qual a chance de isso acontecer? Considera o histórico, o tempo de exposição e a eficácia das medidas de controle atuais.
2. Definindo a Severidade
Para não ser subjetivo, utilize critérios objetivos. Uma escala comum de 1 a 5 pode ser definida assim:
- Trivial: Sem lesões ou danos à saúde.
- Ligeiro: Lesões leves, sem afastamento (primeiros socorros).
- Moderado: Lesão reversível com afastamento temporário.
- Grave: Lesão grave ou doença incapacitante (parcial ou total).
- Crítico: Óbito ou múltiplas fatalidades.
3. Calculando a Probabilidade
Aqui entra o olhar clínico sobre o ambiente de trabalho. Avalie:
- Controles Existentes: As proteções atuais funcionam?
- Frequência de Exposição: O trabalhador lida com o risco o dia todo ou uma vez por mês?
- Histórico: Já ocorreram incidentes similares no setor?
4. O Cruzamento: Nível de Risco ($NR$)
O nível de risco é geralmente o produto da Severidade pela Probabilidade:
$$NR = S \times P$$
O resultado colocará o risco em uma categoria de prioridade:
- Baixo (Verde): Monitoramento periódico.
- Médio (Amarelo): Planejar melhorias a médio prazo.
- Alto (Laranja): Ação necessária em curto prazo.
- Crítico (Vermelho): Interrupção imediata ou ação urgente.
5. Priorização na Prática (Plano de Ação)
Após classificar, a priorização no seu inventário de riscos deve seguir a lógica da Hierarquia de Controle:
- Eliminação: Posso remover o perigo?
- Substituição: Posso trocar por algo menos perigoso?
- Engenharia: Posso isolar o risco (proteções coletivas)?
- Administrativo: Treinamentos e sinalização.
- EPI: A última barreira de defesa.
Dica de Especialista: Não tente resolver todos os riscos “Médios” antes de finalizar os “Críticos”. O PGR é um documento vivo; foque na redução da severidade máxima para proteger a vida e o patrimônio da empresa.

NR-1 | Saúde mental no trabalho
Aprenda com Tatiana Sendin, como a Norma Regulamentadora NR-1 pode ser aplicada para promover um ambiente de trabalho mais seguro e saudável, integrando conceitos de saúde mental e segurança do trabalho. Descubra como ter uma visão prática sobre as obrigações legais, os riscos psicossociais e estratégias para fortalecer a cultura de bem-estar nas organizações.